Tudo começa quando acordo,
trago um novo respiro,
fecho os olhos novamente
e, então, sorrio.
Ao levantar da cama,
me livrar do gosto de sono
na boca.
Nesse momento de mente limpa,
se mantém certa pureza.
Todos os pensamentos esquecidos,
os ensinamentos adormecidos,
e não consigo lembrar dos meus sonhos.
Sonhei com alguém que tinha quatro bundas,
disso me recordo com clareza.
Algo tão assim...
diferente.
E no meu questionamento,
entre as mensagens com o vazio,
fui me perdendo no espaço,
nos dias,
nas horas de Bete Balanço,
para incluir um pouco de música
no meu momento de inspiração.
Nesse perder de dias,
perdi a sensibilidade.
Minha língua dormente,
acompanha a dormência do meu corpo
por completo
- todos os órgãos -
e da minha mente.
E então meus olhos imploram lágrimas,
para que eu lembre que eles existem,
para que eu lembre que eu existo.
E seguindo a sequência,
eu também me coloco a pedir Piedade.
Pois,
mesmo que eu não seja careta,
vez ou outra sou covarde
também.
sábado, 30 de março de 2013
Um Dia
Tão comum é se perder
dentro do próprio coração,
esquecer as frases de sentimentos
efêmeros.
Do dia de acordar feliz,
acordar em paz.
Da noite de dormir só,
chorar.
Chorar pelo desconhecido,
o que é incompreendido.
Viajo em pensamentos confusos,
repletos de condições,
inconstantes.
terça-feira, 26 de março de 2013
Quando Os Dois Se Desencontram
E o primeiro disse: "Foi inusitado perceber o que ela sentia por mim. Estranho receber aquelas poesias como declaração. Eu não disse nada, eu não queria dizer nada, eu não precisava dizer nada. Eu apenas ignorei tudo aquilo por nunca poder olhá-la daquela forma. Eu imagino que ela tenha sofrido, mas não há nada que eu pudesse fazer. Eu mal a conhecia. E eu não tinha essa obrigação. Hoje?Não me lembro mais dela, e não me interessa saber se ela se lembra de mim."
E o terceiro disse: "Não havia nada mais a ser dito, mas, mesmo assim ela esperava uma resposta. Todos os dias, ela olhava para mim e eu não a via, eu não lembrava mais que ela existia. Continuo não me lembrando mais. Mas ela me dava apenas um pouco mais de importância do que eu dava. Só que eu não dava nenhuma. Ela gostava de mim e poderia ter gostado muito mais se eu tivesse gostado dela também, e se conseguisse gostar só dela. Esse é o meu jeito de viver, de seguir e sentir os momentos que são passageiros, são brisas de flor ou brisa que traz o cheiro de esgoto."
E o segundo disse: "Eu a amei de uma forma que nunca soube explicar. Difícil entender como aquela aparente arrogância pôde me seduzir. Eu tive certo receio de falar qualquer coisa, até mesmo de me aproximar. Não sabia como ela reagiria, não sabia o que ela me diria, não queria lidar com a rejeição. Quando cruzei com ela e, em um ímpeto de loucura, decidi chamá-la, começamos a conversar e eu tentava não revelar nada, mas ela já tinha entendido e me conduzia a dizer. Então eu disse, querendo fechar os olhos e tapar meus ouvidos para o 'Não' que esperava dela. Mas ela me disse que sim, e em um dia qualquer para ela - que foi um dia que nunca esqueci - eu a tive por meio tempo. Sem que eu pudesse esperar, ela simplesmente me afastou e eu não soube o que dizer, o que fazer. Achava que tinha feito algo errado, mas ela disse que não. Eu não sabia que era porque ela amava outro. Mas ela me disse que nunca mais poderíamos ter nada. Eu a amei, e não sei se algum dia poderei esquecê-la."
E o quarto disse: "Eu a conheci em um show meu, a vi lá de cima do palco e não conseguia parar de olhá-la. Ela estava com algumas pessoas que conhecia, então aproveitei para falar com ela. Ela nem se lembrava de mim quando a vi de novo, e nem imaginava que a veria de novo. Mas eu me lembrava dela e eu a queria da mesma forma que naquela dia. Quando começamos a nos aproximar, ver-nos quase todo dia, meu peito se encheu de prazer e bem estar, eu não poderia estar mais feliz, mesmo que ela me dissesse repetidas vezes que estava em um relacionamento complicado. Ela sabia o que eu sentia, as minhas indiretas haviam sido bem diretas e eu sabia disso. O dia em que ela saiu daquele relacionamento complicado e se abriu para mim foi realmente marcante, nada poderia ser melhor naquele momento. Nada poderia ser melhor do que aqueles dias, poucos dias, que tive com ela. Poucos. Porque ela me disse que não poderíamos ter mais nada, que ela não conseguia sentir nada por mim. Perguntei dos meus erros, se poderia corrigi-los, mas ela disse que o melhor era realmente sermos amigos. Amigos. Todo mundo sabe onde isso termina. Cada um em seu canto, sem nunca mais nos vermos, sem nunca mais nos falarmos. Sem nunca mais. Eu gostava dela e eu poderia ter dado tudo aquilo que ela sonha, tudo que deseja no homem que estiver do seu lado. Mas ela não gostava de mim, ela simplesmente não conseguia, não podia. Ela não queria me enganar nem se enganar. E, mesmo com o tempo que já passou, ainda guardo uma certa inconformidade com isso. Não queria perdê-la."
E o enésimo, o ser desconhecido, disse: "Não, não a conheço ainda. Ou talvez sim. Eu não a percebi ainda, ela ainda não me percebeu. Talvez o momento de nos encontrarmos demore. Mas eu espero por ela, espero que ela goste de mim assim como sei que vou gostar dela. Espero que ninguém a impeça de chegar até mim. Espero que ela não desista no meio do caminho, porque não desistirei dela. Enquanto não estiver com ela, não vou me satisfazer. Talvez ela possa conseguir viver feliz sem mim, mas eu não consigo. Eu tenho tudo o que ela pode esperar de mim. Não sou convencido, apenas sei disso. Sei ser paciente, mas espero todos os dias que ela não demore."
Ela disse, então: "As minhas falas começam com o não. O 'não amo ninguém', 'não quero ninguém agora', 'não quero correr o risco de sofrer de novo'. Reconheço a minha estupidez, todo esse tempo, quando poderia ter sido feliz e não fui. Eu só não conseguiria me forçar a amar ninguém. Sou do tipo que ama demais, mas não escolho quem amo, apenas escolho quem não amo... vez ou outra. Tenho estado bem assim, aprendi a lidar com o fato de estar sozinha e não deposito mais a minha felicidade em ninguém. Aos poucos, eu a tenho conquistado sem precisar de ajuda. Mas é inevitável. Em um momento de uma noite inesperada, quando ninguém parece estar ali para me escutar, eu sinto falta do abraço que me conforte, que me traga um pouco de paz e de amor. Poderiam dizer que tudo isso foi minha culpa, por muito tempo me culpei por cada detalhe, cada acontecimento. Mas aprendi que a vida segue o seu curso, eu apenas tenho que deixá-la seguir e seguir."
quinta-feira, 21 de março de 2013
Um Pouco De Desatino
Cansei.
Dessas tantas palavras sutis.
Eu quero revolta,
eu quero raiva,
eu quero qualquer coisa
que movimente os meus dias de monotonia.
Beijos descontrolados e doídos,
beijos sem gosto e sentimento,
beijos corridos.
Qualquer passo a mais,
com mais rock,
e menos sambas tranquilos e amorosos.
Porque se é para não sentir nada,
que eu também não sinta falta
de sentir alguma coisa.
Reconheço os possíveis desequilíbrios,
mas ainda desejava um pouco de loucura.
É que eu me sinto meio sem cura,
eu me sinto fora de controle,
por estar assim tão bem,
tão pacificamente como uma estátua.
Queria até fazer qualquer porcaria,
da qual eu pudesse me arrepender.
Tudo bem, tudo bem,
nada que me causasse mal também.
Mas é que uma dose de desatino faz bem.
Tudo bem, tudo bem,
sério,
tudo bem.
Eu já dei o meu respiro
em um dos mil lugares que criei
para fugir das maldições da realidade
e eternizar os bons beijos,
os bons abraços,
os bons carinhos,
o bom sexo - péssimo sexo,
um relance de amor,
um relance de vida.
sábado, 16 de março de 2013
Uma História Qualquer...
Certo dia eu encontrei na esquina perto da minha casa, às 4 horas da madrugada, uma menina bonita e de aparentemente doce, com um vestido preto curto e meio gasto, que me disse que não estava ali para se prostituir. Ela procurava o amor. Eu perguntei a ela o que havia acontecido para que ela estivesse ali daquele jeito, com a maquiagem um pouco borrada e já sumindo, parecendo que estava assim há dias. Eu tinha bebido um pouco e estava voltando de uma festa, mas mesmo assim me sentei ali do lado dela para ouvir a história que ela se dispôs a me contar:
"O que acontece?É que eu era muito insegura. Eu ficava sozinha no meu canto, sem tentar muita comunicação com as pessoas. Amigos?Sim, eu tinha. Eu tenho. Mas nunca estive tão incluída, eu sempre era a mais afastada. Eu estava sozinha, meu bem. Sozinha, desejosa de amor. E o que me aparece?Alguém de lugar nenhum, de jeito bandido, que me envolve e faz querer beijos antes de dormir. E eu os tive. Eu consegui o que queria.
Sim, eu assumo, eu já me prostituí antes. Antes disso tudo, em outra vida. Eu tinha apenas os meus 13 anos. E era a única forma que eu conhecia de encontrar homens que pareciam se interessar por mim. Mesmo que por uma noite. Mas ele... ele me quis no outro dia também, e nós ainda nem tínhamos feito nada demais, só ficamos nos olhando cobertos pelo lençol macio e surpreendentemente limpo da cama dele. A lua estava cheia e jogava seu brilho sobre nós, cruzando os fios entrelaçados do algodão e fazendo os olhos esverdeados dele brilharem para mim. Eu o tive aquela noite sem precisar me entregar a ele. Sem que ele me possuísse. Assim se seguiram muitas noites, e eu fui ficando feliz, eu fui me sentindo bem e aberta para o mundo. Ele me tocou e eu me arrisquei a dizer que o amava, e ele assim também me disse, mas já ali eu sentia que havia algo errado.
Uma semana depois, eu voltei à casa dele. Não havia ninguém. Bati o máximo que pude, mas um vizinho chegou até mim e me disse que ele não morava mais lá. Esse tempo todo, sem notícias, ele não havia me dito mais nada. Liguei para o número que ele tinha me dado uma vez e ele não atendia. Eu senti um nó no peito, pensando até que algo de ruim poderia ter acontecido, mas no fundo eu já sabia.
Quando chego em casa, já tarde da noite, molhada de uma chuva descomunal surgida de lugar nenhum, tropeço em um bilhete colocado por debaixo da porta. Parecia ter sido amassado na tentativa de jogar fora e depois reaberto, buscando uma mesma forma, que não poderia existir, para não demonstrar falta de coragem. Eu li cada palavra, cada letra azul meio borrada, cada parte riscada, cada erro, tentando fazer com que os detalhes pudessem me fazer entender os fatos realmente. Ele apenas me disse o que eu já imaginava desde o começo: ele não era capaz de me amar. Ele não era capaz de amar ninguém. Todo o carinho, os olhos brilhando, eram só efeitos da lua e de algumas drogas que usamos juntos. No final, ele era um grande covarde. E sabe o que eu senti?"
Parei um segundo, até perceber que ela estava esperando a minha resposta: "O quê?"
"Nada!Não senti nenhuma raiva. Não me senti traída, abandonada, não senti uma dor no peito. Ele apenas tinha ido e estava tudo bem. Ao mesmo tempo que aquilo mexia comigo, não me afetava. Eu descobri que eu não o amava também. Eu descobri que eu tinha conseguido não sentir absolutamente nada por ele. E foi algo que ultrapassou o limite do desejo. Simplesmente foi uma história, uma lembrança, um fato a ser guardado como experiência, que não deixou de ser algo profundo. Mas olha que contraditório: sabe quantos anos eu tenho?"
"Quantos?"
"34. E sabe quando tudo isso aconteceu?"
Fiquei em choque em saber a idade dela - ela me parecia muito mais nova-, mas não demorei a falar: "Quando?"
"Há 14 anos atrás. Eu tinha 20 anos! E eu não esqueci. Eu simplesmente não esqueci que naquele tempo eu não amava ninguém e, até hoje, não consegui amar ninguém. E é por isso que estou aqui essa noite. Com o mesmo vestido que usava quando o conheci. Sabe, continuo com o mesmo corpo daquela época." Ela soltou um único riso meio morto. "Seja como for, sentei aqui para esperar."
"Esperar o quê?"
"Eu já te disse, oras. O amor!"
"Em um ponto de prostituição?"
"Claro. Veja só, eu não te encontrei?Era por ti que eu esperava."
"Por mim?" Não conseguia compreender.
"Sim." Ela sorria. "Por alguém que fosse me ver aqui, perceber que não estou aqui pelo motivo que se poderia esperar e sentar para conversar comigo. Demonstrar interesse, mesmo que a bebida tenha te alterado um pouco. Quer amor melhor?Obrigada, meu bem. Eu finalmente encontrei o que esperei esses anos todos. O vazio não me dói mais. Não sou mais vazia."
Ela se levantou em um só passo e saiu, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. Fiquei ali sem entender muito bem o que tinha acontecido enquanto a via caminhar leve, feliz e de forma delicada e meiga, tão contrária à ideia que o seu vestido passava. Tentava tirar alguma conclusão de toda aquela história, da vida daquela mulher, daquela espécie de desilusão amorosa sem amor. Mas não havia nenhuma lição a ser aprendida. Aquilo era apenas a vida.
segunda-feira, 11 de março de 2013
E Se a Resposta For Sim?
Vezes que eu penso no passado
e dá vontade
de responder agora as antigas
questões sem resposta.
De perguntar sobre o que faltou ser dito,
ouvir o que não me deixei ouvir.
Mas há histórias
que não devemos mexer.
Tem passado que tem
que deixar passado.
E se faz tanto tempo,
deixar que o tempo vai diluir.
Ou então ir atrás de uma dúvida
que por um longo momento
alimentou uma esperança.
e dá vontade
de responder agora as antigas
questões sem resposta.
De perguntar sobre o que faltou ser dito,
ouvir o que não me deixei ouvir.
Mas há histórias
que não devemos mexer.
Tem passado que tem
que deixar passado.
E se faz tanto tempo,
deixar que o tempo vai diluir.
Ou então ir atrás de uma dúvida
que por um longo momento
alimentou uma esperança.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Do Que Estou Falando Mesmo?
Traz-me no dia o teu sorriso,
tento guardar o teu perfume
e teu olhar que me aprofunda,
pois chega a noite
eu me aquieto,
mas não deixo de sentir
vontade de ti.
Estranho pensar
que estou pensando demais.
Talvez seja a ausência,
querer desfazer
esse estado de estar só.
Da falta de jeito sério,
companhia esperada,
desejada verdadeiramente.
O meu papel é deixar que o tempo
me desfaça e acompanhe,
traga meu aconchego,
sejas tu ou seja um ser
ainda estranho.
Mas bem que eu queria
sentir tua carne crua
apertando a minha.
Massageando,
mais que a minha pele,
o meu coração.
Vou continuar me calando mesmo assim,
de mim nada sairá.
De mim.
E de ti.
Se por acaso me quisesses.
Mas afinal,
do que estou falando mesmo?
Chega dessa história de usar
a segunda pessoa do singular
entre as minhas palavras.
Deixar que venha
é bem mais fácil
que escrever esse tipo de poema.
tento guardar o teu perfume
e teu olhar que me aprofunda,
pois chega a noite
eu me aquieto,
mas não deixo de sentir
vontade de ti.
Estranho pensar
que estou pensando demais.
Talvez seja a ausência,
querer desfazer
esse estado de estar só.
Da falta de jeito sério,
companhia esperada,
desejada verdadeiramente.
O meu papel é deixar que o tempo
me desfaça e acompanhe,
traga meu aconchego,
sejas tu ou seja um ser
ainda estranho.
Mas bem que eu queria
sentir tua carne crua
apertando a minha.
Massageando,
mais que a minha pele,
o meu coração.
Vou continuar me calando mesmo assim,
de mim nada sairá.
De mim.
E de ti.
Se por acaso me quisesses.
Mas afinal,
do que estou falando mesmo?
Chega dessa história de usar
a segunda pessoa do singular
entre as minhas palavras.
Deixar que venha
é bem mais fácil
que escrever esse tipo de poema.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Chocolate Acaba Rápido
E eu me coloco a devorar-me em chocolate
Pois me preencho de amor
até onde eu consiga tomar conta,
mas eu perco a conta
e a solidão me transparece
por um mísero segundo.
Suficiente para sentir saudade
do futuro,
e me deixar impaciente
por um instante.
Mas só por um instante.
Só até o chocolate acabar.
Pois me preencho de amor
até onde eu consiga tomar conta,
mas eu perco a conta
e a solidão me transparece
por um mísero segundo.
Suficiente para sentir saudade
do futuro,
e me deixar impaciente
por um instante.
Mas só por um instante.
Só até o chocolate acabar.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Carapaças Não São Ocas
Podes me olhar na face
e o mais profundo dos olhos que alcançar
e ver o nada,
ver vazio e frio.
Mas se isso vês, não olhas direito,
não sabes que é uma proteção
da minha alma e
do meu bater no peito,
querendo que os perigos nunca cheguem,
se iludindo ao pedir
que a vida seja mais tranquila sempre.
Pois nada vês,
mas meu coração pula, grita,
chora, sorri, dança e cai,
e ama,
e sofre.
sofre.
sofre.
então levanta.
sorri.
E todo esse processo tão longo e intenso,
é percebido apenas por mim.
É que não vou transmitir ao mundo negatividade.
Acreditar em coisas boas
depois dos pesos e barreiras
não chega a ser mais uma ilusão.
domingo, 3 de março de 2013
Para Que Eu Não Tenha Que Dizer Adeus
Rodeia-me em teus braços
não me importo com o queimar dos teus beijos
desde que sejam meus.
Ou que sejas tu,
e me carregue aos teus países na tua mala.
Permitir-me a te colocar dentro de mim,
Consumindo da tua natureza,
e que isso tudo dure mais que um dia.
Seja teu, ou outro teu,
seja qualquer teu,
quero o que seja meu,
com chocolate e sentimentos
e não parta cedo,
nem parta sem despedidas.
não me importo com o queimar dos teus beijos
desde que sejam meus.
Ou que sejas tu,
e me carregue aos teus países na tua mala.
Permitir-me a te colocar dentro de mim,
Consumindo da tua natureza,
e que isso tudo dure mais que um dia.
Seja teu, ou outro teu,
seja qualquer teu,
quero o que seja meu,
com chocolate e sentimentos
e não parta cedo,
nem parta sem despedidas.
sábado, 2 de março de 2013
Suspiro Por Pessoas Desconhecidas
Eu podia dar bom dia ao meu bem
mas o meu bem não se faz disponível agora.
Porque o meu bem é alguém que guardo em mim,
que espero enquanto rodo a roda da vida e do tempo.
Acreditar nisso me torna inocente.
Mas mesmo assim acredito.
E o meu bem será do tipo que dança só comigo,
porque eu vou dançar só com o meu bem.
E será do tipo que faz canções para mim,
porque eu também farei essas canções exclusivas.
E verá o sol se por comigo,
e admiraremos juntos
a beleza da vida, da natureza e do nosso encontro.
É, sim, eu romantizo um pouco as coisas,
mas sem essa pitada de romance
e até um pouco de drama,
sem essa pitada sentimentalista,
vai, me diz:
teria realmente graça?
sexta-feira, 1 de março de 2013
Coisas Antigas 18: A Volta Dos Que Ressurgiram
Então me disponho a preencher palavras mais uma vez.
Na estrada há diferenças.
Não mais os onhos, ados, idos, elos, mas as onhas, adas,
idas, elas.
Ela. Eu.
Eu que não reconheci nos pergaminhos do último século,
Mas já tinha escrito sobre tudo isso, já sentia tudo isso.
A prova de que sempre foi assim.
Não, não necessito mais de provas
A certeza já me consome há anos.
Anos que cabe aqui dizer fazem parte de meus enigmas em
palavras,
Como todo o resto.
Porque o tempo não importa, não faz diferença,
dias, meses, anos, milênios.
A história é contada da mesma forma.
Continuo, traço a minha trajetória.
Quem esperaria chegar até aqui naquele tempo.
E toda a verdade foi jogada no ventilador,
mas não fez sujeira.
Fez grande sujeira, sujeiríssima, bem suja.
E eu não disse o que queria dizer.
Ainda bem.
Pois o silêncio me salvou.
O silêncio salvou o meu futuro, o meu destino.
Aprendi a acreditar na vida, aprendi a engolir os sapos.
As correntes serão quebradas por completo.
Na hora certa.
Depois de todo esse tempo, a paciência se tornou velha
amiga;
esperar não vai fazer mal, criei meu casco, estou a me
proteger.
Nem todos os torturadores do mundo serão capaz de me tirar
Do meu caminho.
E a maldita criatura, de tão maldita que é, continua.
Continua sendo incapaz de me atingir.
Falta tão pouco, e nunca mais terei de vê-la.
É um alívio, parece um sonho.
Morfeu, por favor, não me acorde, então.
E os meus sonhos continuam sempre vivos.
E os meus objetivos estão firmes, sigo em frente.
Sou incapaz de deixar para trás tudo o que quero.
Tudo o que sou.
Tudo o que mereço.
Vou lutar até o fim.
Só não digo que ou consigo ou morro tentando porque tenho
certeza que vou conseguir.
Isso é fato.
Consumado.
Nada muda o que está por vir.
Tudo de bom, surpreendente, além das minhas expectativas.
E quem sabe aquele ser amado não volte também.
Não sei se quero, mas só o futuro dirá como essa parte da
história terminará.
07 de Agosto de 2012.
Deixa o Passarinho
Deixa o passarinho cantar e voar seu voo
soltar-se da gaiola de asas inteiras.
Ele não se guia pelo teu ser hostil
por não poder controlá-lo.
O passarinho vai com o vento,
e o vento é livre sem limites.
Deixa o som do meu samba tocar,
o suor do meu corpo escorrer,
o ritmo flutuar mais uma vez no ar,
vou me perder no feliz viver.
Vou fazendo rimas tolas,
expresso o pensar verdadeiro e profundo.
Em palavras que poucos compreendem,
grito ao mundo: me deixa ser feliz!
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