quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Vivendo Arte

É que eu me faço de arte
e não vou me distinguindo.
Não sei escolher, só me entrego
e vai me fazendo bem.
E mesmo que eu não tenha voz,
eu canto.
Mesmo que eu erre o passo,
eu danço.
Mesmo que não gostem da minha letra,
eu escrevo.
Faço por mim, no meu cantinho e jeito,
vou para sorrir e seguir a vida.
Vou para espalhar amor
em tudo isso que marca
e me marca.
Mas eu sei também me retirar,
para deixar o brilho de quem deve brilhar,
então brilha!
E eu me levanto para aplaudir,
do mesmo jeito que caminho para criar,
e expressar-me no que me faz eu.

Não Fragilizem a Menina Amante!

Menina, a tua vida está quebrando feito espelho
7 anos de azar não são suficientes.
O teu compasso não enfeita o movimento.
Acorda o vento e chama ele pra viver.
Diz pra ele te levar e te ensinar como balança.
Pede ao sol o teu sorriso,
que aprenda a iluminar.
Irradiando nova força,
se abana com o leque.
Respira um novo ar, respira novas formas.
O teu corpo e a tua alma
pedem amor e paciência.
E o mínimo detalhe faz teu pranto transbordar.
Já me vi nessa história,
só te mostro o meu caminho
e te digo como cola.
Porque cada um cola com a cola
que melhor colar sua própria vida.
Mas refaz os teus pedaços
e canta junto com o cantor,
toca com o baterista
e do teu jeito grita e enlouquece.
Enlouquece de alegria, enlouquece de amigos.
Mostra a força ao agressor,
mostra força ao teu reflexo.
Nada mais é preciso
do que o teu próprio amor por teu próprio.

Perdoar-me e Reformular

No longo percorrer
fui me largando dos preconceitos,
raiva, rancor,
até os amores mais loucos que eu.
Hoje não sou mais tristeza,
meu coração foi se aquietando.
É que eu fui cicatrizando,
e aprendendo o bom da vida.
Fazer de todo dia um lindo dia,
e mesmo que as nuvens cubram o sol,
há beleza aí a ser admirada.
Ainda sou amor,
mas não me descontrolo, não me  perco.
Leia-me antes e me veja a confusionar-me.
Leia-me agora e me veja até sem inspiração poética.
Pois, felizmente, nada mais é algo.
Não imploro mais por findadores,
valorizo-me.
E aprendi a ter perdão dentro de mim.
Não há mais palavras ríspidas e juras agressivas.
Há a paz que me constrói e me recupera
de todas as dores que um dia se fizeram existir.

Esse Guiar

Mergulha-me em insônia
Deixo me guiar em teu balanço
movimentar de todo dia,
nos quatro despertares da manhã
e levanto a admirar o sol.
Beijo a lua, vejo verde o céu,
seu iluminar de brilho não físico.
Sou meu momento de experimentação confusa.
Sou a entrada no que é reservado, futuro.
E o meu sonhar provoca lembranças antigas,
e é necessária a comprovação do conselho.
Vou de passo em passo,
buscar o meu ritmo.
Vou dançando a minha dança,
até criar a coreografia.
Vou me achar no meu perder,
vou desfazer as confusões.
Vou trabalhando no nosso conjunto,
esperando acontecer o que tem de ser.

Vida Outra Em Uma Vida

E onde estou agora?
Se tanto tempo já passou
e eu me coloco em outro tempo.
Desenvolvi meu coração,
banhei-me da minha ternura, do meu acalmar.
Não sinto mais o mesmo,
tão diferente me reler como uma outra vida.
E era.
Eu assim era outro ser
Do meu pensar formavam-se espinhos,
hoje forro-me de flores e perfume da brisa.
Ah, pensar pequeno e simples.
Pensar no dia e no sol raiando.
Sinto a energia,
transmito-me agora paz.
Vou me encontrando nos tropeços do caminho.

Coisas Antigas 17: Outra Vez


Veja só, quem está de volta ao seu lugar
o deus do Sol, o meu deus Rá,
ou apenas o anjo que sempre me encantou,
não importa o título.
És apenas tu,
aquele tão importante nessa minha vida
aquele que sempre me fez feliz
aquele sempre amei.
Sim, ainda te amo
e comprovo isto neste momento
em que o desejo de olhar em teus olhos outra vez
fica mais próximo de se tornar realidade.
Tu andas entre as pessoas e te destacas para mim
mas onde estás?
Estou cego que não te vejo aqui?
Ou apenas te escondes de mim?
Deixo os beijos, carícias e palavras de amor
apenas dentro de mim,
nas lembranças do que sempre quis,
se pelo menos puder te ver.
A última chance?
Talvez seja o momento
em que minha vida se decide
e os rumos tomados a seguir
podem não me agradar,
ou talvez possam.
Mas nada disso importa
se estiveres longe mim mesmo estando tão perto.
Não, não precisas dizer nada,
não tenha medo,
os meus olhos apenas pedem os teus esta noite.
Um única dia, um único momento,
um único segundo é tudo que te peço.
Venha para mim esta noite
Porque apenas preciso que as coisas sigam em frente
e de ti tudo isto depende
depende de ti que eu siga em frente.
Não suportaria um novo dia
se não ver o teu sorriso
aquele meu velho abrigo
que sempre me trouxe amor e paz.
Não peço um beijo
pois sei que não o terei.
Apenas espero te ter
outra vez.


01 de Março de 2011

Coisas Antigas 16: Fim


Ora, olhe para meus pés
Estão cansados,
percorreram um caminho
longo até aqui.
Quatro milhas todo dia,
todo dia, agonia,
pernas bambas, tantas,
dores.
Paro de respirar,
meu coração acelera,
sufoco
Olhe para mim, meus olhos,
estão secos, lágrimas já se foram,
morreram por terem ficado
tanto tempo presas.
Fim dos dias, pobres dias meus,
Fim dos tempos,
minha esperança morreu
de que um dia serias meu.
Meus poemas cheios de dor,
sem sentido, sem fim.
Solidão me persegue,
até que eu resolva parar.
Mas, céus,
por que ainda continuo?


17 de Outubro de 2010

Coisas Antigas 15: O Torturado


Misericórdia, senhores!
Mantenham-me longe desta dor.
Que seja um sonho
e que eu acorde nesse momento.
Cada minuto me tortura
e a dor é pior do que sentir a carne queimar
pela chama destruidora.
Desespero toma conta de mim, senhores!
Ouvintes!
Deuses!
Suplico, imploro por ajuda.
As minhas lágrimas já não são prova suficiente?
Oh, amado,
por que tens de ser tão duro comigo?
Desgrace-me, diga-me que não me ama,
mas não me tortura com o teu silêncio.
Estou aos teus pés, pise-me,
mas daqui não sairei.
Este é meu lugar,
estar onde tu estás.
Senhores, ouvintes e deuses,
roguem por mim.
Para que meu amor não seja jogado fora.
Para que a pessoa que amo valorize-o,
valorize-me,
queira-me além do sentimento,
queira viver tudo isso.


29 de Setembro de 2010

Coisas Antigas 14: Profecia


Eu vejo
o futuro que me é esperado
tudo aquilo que me foi negado,
a vida é difícil!
Eu vejo
muito além dessa profecia,
nem precisa de poder para saber
que nada daquilo me cairá na mão.
Espero
que nada disso dure muito tempo
que o meu tormento não se perca no tormento
de viver além do que me é devido.
Eu creio
que sou digno de dignidade
sou digno da verdade
de não me perder nessa ilusão.
Eu vejo o tempo passando,
vejo crianças correndo, gritando,
brincando, vivendo, crescendo,
sendo tudo aquilo que nunca fui.
Mas, oh céus, é tão ruim ser real,
ser aquilo que é, por detrás das
máscaras que o tempo nos coloca?
Eu vejo uma vida de sonhos,
alegrias
vejo minha felicidade,
utopia.
Vejo apenas essa profecia.
E tudo aquilo que me pertence
não é meu
mesmo que, de qualquer jeito,
eu seja teu,
reciprocidade é uma mentira.
Vida,
nessas palavras te prego,
minha culpa não nego,
mas também sou um refém.
Quero voltar a ser criança,
quero um dia o ser,
e poder gritar, viver,
brincar, correr,
sorrir, crescer.
Para que nada disso me engula,
para que o mundo veja que o natural
não é natural,
mas isso sim, ah, isso sim é.


21 de Setembro de 2010

Coisas Antigas 13: Oh! Tempo

O tempo é meu melhor amigo,
O tempo é o bandido
que me dá farelos para comer.
Livrai-me dos lugares cheios,
fiquemos neste vazio
onde o sofrimento é tudo
que nos acompanha.
Oh, estou só, falo sozinho
falo daquilo que está nos sonhos.
Oh, as profecias,
a vida as traz se durmo ou se não.
Senti o beijo,
doce ilusão que me amarga o peito,
seca as minhas lágrimas
em toda a sua falsa alegria.
Oh, hipocrisia!
Se eu a recrimino,
mais hipócrita sou eu,
pois também o sou.
Oh, tempo!
Por que tanta crueldade?
Sou uma pobre criança
de quem tiraram o doce.
Não, nunca o tive,
apenas foi algo que imaginei.
Dentro desse lugar escuro,
perco-me no vento,
esperando pelo meu destino.
Oh, solidão!
Estás aqui, eu a vejo,
mas vá embora e volte
com a minha recompensa,
a morte é algo muito mais divino.
Tudo que desejo, ser humano.
Tudo que me trará alívio.
Estarei aqui, como sempre,
olharei por ti, eu prometo,
mas devo ir antes de precisar
sugar toda a energia do mundo.


18 de Setembro de 2010

Coisas Antigas 12: Sociedade Robótica


Vozes que me tornaram mais forte
Quando escarraram o grito
de conselhos maldosos que matariam
o espírito antes fraco, anos passados.
Meu espírito, morto por uma morte maior, pior,
Une-se a mente madura e crescida
Em uma batalha de mortos-vivos.
Minha carne rígida, meu sangue fervente,
A mente abalada, porém. Recuperada.
Fortaleza digital, fortaleza imperial,
O que não esconde mais a verdadeira pobre formiga.
Formiga, nobre abelha rainha de
sua própria colméia criada.
Porque tudo que pode destruir mais
O espírito vazio, e tudo o que o destruiu
apenas foi e continua sendo o ser amado
e a solidão de estar sem ele.
As vozes vazias, invejosas, insignificantes, carentes,
Essas não causam mais mal
Para aqueles que tanto mal já absorveram em vida
E, depois de mortos, ainda estavam vivos,
Mesmo vivos para os olhos e mortos por dentro,
Com o coração partido e banhado em sangue.
O coração partido e banhado em sangue pelo ser amado,
Que o destrói com seu desprezo, ou ausência, ou inexistência.
Ou o amor existe e o coração partido que não o quer,
Pelo sofrimento de amor novamente, platônico,
Não correspondido.
Mas o que importa para ele é ter conseguido
não ficar à mercê de um falso bandido,
um ser repugnante e inferior clamando por atenção.
Alergia a tragédias.
Cientista ou fanático que diz que há algo errado comigo
não me afeta, sei que não há.
E nem mesmo a ciência diz mais tal coisa absurda.
Sou eu, na minha particularidade, sem grupos,
Sem títulos, sem rótulos ou estereótipos,
ser original.
Não sou fruto da sociedade hipócrita e robótica
em que sou forçado a existir e viver.
Perdoe-me os gêmeos feitos, robôs perfeitos,
Apenas não sou como vós
E me orgulho muito disso.


15 de Abril de 2011

Coisas Antigas 11: Relatos de Uma Vida Animal


Existiam em Ametsis apenas dois tipos de seres:
Os animais e os imaginários.
Desde antes de chegar naquele planeta,
sabia eu que seria classificado como um animal.
Tudo pareceu perfeito nos primeiros dias,
tudo era uma ilusão muito convincente,
mas como não pude ver antes?
Como precisei que descobrissem de onde tinha vindo
para ver que não me incluía naquela espécie também?
Snartib-Elag era o nome do meu reino,
mas ter vindo de lá não parecia ser o grande ponto.
Descobri que não havia sinceridade, intensidade.
Oh, animais, e na verdade nunca fomos de mundos diferentes,
Apenas vivíamos em dimensões diferentes de um mesmo espaço.
Sinto falta daquele povo, daqueles que nunca mais vi,
daqueles que nem mesmo sei o paradeiro.
Sinto falta das batalhas vencidas, assim como das perdidas também.
A guerra entre irmãos que sempre parava por um tempo,
Para que todos pudessem ser um só povo, sem importar a espécie, outra vez.
Qual ruim me é não ser de lugar nenhum mais.
Mas foi preferível viver afastado, desligar-me de toda a espécie
do que continuar lutando sob olhares estranhos.
E tal separação não me faz tanta diferença,
Pois quem não se identifica com tais povos,
os mortos,
apenas vive, vive assistindo toda a batalha em paz,
sem entender a importância de tudo aquilo,
se nunca foi de nenhum dos lados,
e entendendo, caso já tenha sido,
mas se sentindo cansado demais para reviver.
Era bom, lembro bem, mas é passado,
E o passado não se revive, é algo que apenas pode ser lembrado.
Sim, lembro com carinho de todos vós,
E os verdadeiros amigos continuarão comigo,
Entenderão esta decisão, e a vida seguirá em frente.
Para todos nós,
Pois sei que nem tanta diferença irei fazer,
Nem tanta falta minha ireis sentir.
Mas cada segundo, para mim, teve mesmo muita importância,
E os momentos bons jamais poderão ser esquecidos.


09 de Março de 2011

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Coisas Antigas 10: Reflexão dos Malditos


A vida foi muito boa, sim, ela foi,
Até eu completar meus 6 anos.
Oh, idade maldita, que me levou para novos rumos.
Oh, idade maldita, por que fazer isso a mim?
Vida de melancolias eternas, não há descanso,
pura nostalgia, intensa depressão,
Lutando para não me deixar consumir por uma tristeza sem sentido.
Sem sentido?
Não, senhores, não peço que compreendam,
mas tudo faz completo sentido para mim.
Tudo começou naqueles dias, a época da fortaleza das mochilas,
o medo dominava aquele reino, o pavor por encontrar pessoas tão rudes.
O choque percorreu o meu corpo e me paralisou por 700 anos.
Faz tanto tempo?Será mais?
Perdi as contas, parece que a guerra sempre existiu.
Ainda estou paralisado, mas o feitiço já acabou,
Tudo é apenas reflexo de tanto tempo inerte,
Tanto tempo sem demonstrar sentimentos, sem reações externas,
tanto tempo sem poder falar.
Volte a pensar na tristeza sem sentido, com sentido, sim, tem sentido.
Pense em todos os amores não correspondidos,
todas as dores sofridas, todas as decepções vividas.
Oh, mundo cruel, criastes um monstro cético,
que te vês como verdadeiramente és,
mas não consegue enxergar quem em ti vive sendo bom e sincero.
Mas, oh, mundo cruel, idade maldita,
eternamente eu luto,
tentando acreditar, tentando confiar, pois tenho amigos para amar,
Sim, tenho amigos, que gostam de mim também, que me querem bem.
Idade maldita, estou ligando o botão “foda-se” na minha vida,
Tento ultrapassar tudo que for ruim, tento tentar seguir até o fim.
Um tsunami deveria invadir meus sonhos com a benção de Morfeu,
mas apenas passa pela minha vida em um sentido não tão literal.
Não, mundo cruel, não te devo explicações,
pois dos meus sentimentos eu entendo, e só eu,
e não me importo com o que sigam falando as más línguas,
tentando contaminar meu nome em suas bocas.
Adquiri proteção contra tal investida, e elas então podem voltar para o esgoto
de onde vieram.
Que elas voltem, não há mais mal que possam me fazer,
Agora, só há um ser
que me cause tanta dor além de mim mesmo.
Mas sobre tal criatura o assunto já está resolvido – ou talvez não;
O que importa é que seguirei em frente,
Sempre em frente,
E que se foda todo o resto.


08 de Março de 2011

Coisas Antigas 9: Para O Meu Doce Amor


Foi na minha busca
em te ter por perto
que eu me perdi.
Em um segundo, desespero-me,
e aquilo resulta
em não te ver outra vez.
Oh, nunca mais terei
aqueles inebriantes verdes olhos
fixos em mim como já estiveram.
Oh, nunca mais serei
a mesma pessoa de antes,
pois a vida me modifica
e todos os dias
apenas tento aprender a andar sozinho.
Não, nada físico me torna impotente,
o que me prende é mesmo o sentimento
que dentro de mim deixei crescer
por aquele belo ser
que está agora tão distante.
Se tu não sabes, digo agora,
que nada disso é por possuíres mais beleza
do que Afrodite ou Adônis.
Se bebo da tua fonte,
é porque o conteúdo dela realmente me é bom.
E os dias passarão, que angústia
E não haverão mais lutas,
desisto da guerra,
tento alcançar uma nova era,
a dimensão do amor correspondido.
Mas não te preocupes, meu doce amor,
Pois, caso te importes, não te esquecerei,
E se tu não te lembrares, eu te lembrarei,
O quanto te amo e o quanto te amei.
Sim, amo-te mesmo, amo-te sempre.
Não importa o que possa acontecer,
quem possa me aparecer,
Esse sentimento continuará eternamente
dentro de mim.
E acredite quando digo,
pois essas não são palavras em vão.


07 de Março de 2011

Coisas Antigas 8: Ogeid, Nossa Amizade Perdida


Ogeid, porque ele sumiu das nossas vidas.
Ogeid, porque sentimos falta dele.
Ele nos fazia rir, ele nos era sincero,
ele nos é importante,
Ogeid, o que será de nós sem ele?
Oh, minha Leoa, não chores, também sinto tanto,
Sei da tua dor, sei como é ruim não tê-lo por perto,
Pois ele também era importante para mim.
Os olhos dele reluziam como ouro, eu me lembro,
lembro bem daquele abraço terno e amigo,
lembro como ele era comigo, lembro o quanto foi tão de repente.
Lembro do dia em quem nos falamos pela primeira vez
e, oh, Ogeid, como sinto falta da tua alegria e da tua amizade.
Leoa, eu também sei da história, também sei como tudo mudou.
Aquela que o era como Psiquê, mas não passava de uma meretriz.
Ela o enganou, ela o prometeu amor
e ele se entregou aos braços da megera.
Quão megera e maligna mulher, que fez pensar que ela o amava,
quando, na verdade, mandou o outro esperar por ela.
Um outro que já não era nada dela e que nada queria com a estúpida criatura,
que já amava outra, e sinceramente.
Ogeid, por onde ele anda?
Oh, Leoa, queria ter o poder de desfazer os equívocos e desavenças entre vós,
Queria poder fazer tudo ficar bem outra vez,
Queria poder fazê-lo enxergar o quão ruim ela é.
Ogeid, não sei onde está,
Não sei o que há
de acontecer nos tempos que se seguem.
Só espero, nobre Leoa, que todos possamos nos reencontrar com ele,
Espero matar minhas saudades, nossas saudades,
Do amigo que sempre nos fez tanto bem.
Ogeid, quero-o de volta, quero ser preenchido por sua alegria,
Tão espontâneo e único como ninguém consegue ser.
Seu sorriso amável está arraigado em minhas memórias.
Foi tudo tão de repente para mim, mas tão intenso e verdadeiro.
Ogeid, queremos o nosso amigo de volta!
Queremos-te de volta, velho amigo, sentimos tua falta,
És importante para todos nós, todos nós,
E tudo que sempre quisemos apenas foi o teu bem.


08 de Março de 2011

Coisas Antigas 7: Maldita Criatura


Como és capaz, bicho de dor?
Fazer sentir pena de ti
o pobre ser que tanto machucou.
Ser humano, ter coração é o pior de todos os castigos.
Pois enquanto habito aqui na minha realidade,
o cruel animal, cobra peçonhenta,
consegue me fazer duvidar da certeza de estar certo.
Pois, sim, tu sabes que estou certo,
E como pode, então, querer enganar até a ti mesmo?
Maldita criatura, escorpião passando-se por formiga,
Que, aos olhos nus, até pode parecer frágil,
Mas, mesmo assim, ainda é possível perceber
Que nada disto és.
Eu percebo, sei da tua verdade.
Imunda.
Tua vida de obrigação não significa um verdadeiro sentimento.
Pois bicho como tu nada sente,
Nem mesmo há um nome para descrever o que és.
Desprezo toma conta de mim ao pensar em dizer teu nome,
Pior que o tal temível bruxo, eterno.
Tranquiliza-te, caso penses nisto,
Nenhuma lágrima será derramada,
O teu adeus espero na janela,
E sorrirei, cuspirei no trem e festejarei por não haver volta.
Talvez minhas palavras não sirvam de nada
para os pobres coitados que acreditaram em ti.
Talvez o meu túmulo se complete primeiro,
E então tu poderás sorrir por ter conseguido me vencer.
Mas é um tolo erro pensar que terás mesmo me vencido.
Pois, mesmo que eu caia, estarei erguido,
Estarei lembrado, reconhecido,
Serei sentido nem que seja por uma borboleta solitária.
Não serei vingado, tudo bem,
Talvez nem seja mais comentado, e sigo em frente com isso,
Porque sei quão perturbada tua vida se tornará,
Não te deixarei esquecer de tua culpa.
Maldita criatura.
E o meu escarro será espiritual,
mas queimará tua pele muito mais do que qualquer chama.
Essa batalha, individual,
nós dois sabemos, nunca terá fim,
mas acredite em mim quando digo,
no final de cada luta, será claro que eu prevalecerei,
pois a verdade que trago simplesmente é a verdade.
Pura.


31 de Março de 2011