quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Coisas Antigas 1: Depois do Décimo Sexto



Queria que tudo pudesse ser simples como parece em um belo poema,
que a simplicidade fosse fácil, que não houvessem problemas.
Acordo outro dia, não vejo o tempo passar nessa eterna solidão.
Mas quantas vezes deixei de pensar em ti?
Não vejo nenhuma.
Olhei no espelho, lágrimas secas
que derramar já não mais consigo.
Olhei as estrelas
um dia destes, e seria impossível não ver teu rosto.
Sim, és passado, sempre soube que chegaria
este dia,
e não te quero mais em tudo o que escrevo.
Falo sobre ela agora, sobre como tu a fizestes aparecer em minha vida.
E ela me disse: “Levar-te-ei comigo, então”.
Eu a respondi: “Não, meu bem, não antes de ver os 16”.
Naquele momento, fiquei bem com sua partida,
mas não mais neste dia,
quando tudo parece-me ser tão ruim e doloroso.
Sinto falta dela, queria que chegasse logo,
Porém, ao mesmo tempo, tento resistir até o último segundo,
Até a chegada do décimo sexto.
Oh, nobre senhora, e quando chegar?
Estarei eu pronto para que venhas me buscar?
Ou te rejeitarei por mais longos anos?
Resistirei tanto tempo?
Serei feliz por tão longo tempo?
Sem pensar em ti nem por um segundo entre tudo isso?
Oh, eu queria muito.
Queria ver mais que o décimo sexto,
Queria ganhar um brilho nos olhos,
ter um amor no peito
que me fosse enfim correspondido.
E, sim, nobre senhora, neste dia,
Talvez já não precise eu rogar por tua presença mais.
Não tão cedo.
Assim espero, pelo menos.




09 de Março de 2011

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