Este é o mundo das dores, dos pobres
e os causadores não notam, sim, notam, e olham e riem.
Mas para aqueles que fingem não saber, ou realmente não
sabem,
mostro minha prisão, como é suja e sufocante.
O primeiro grito nunca foi ouvido,
mas o desespero transpareceu no olhar do sofredor,
que viveu penosos dias, morrendo de amor.
Em meio ao caos da crença cega,
cresceu a criança sem sequer um bom amigo
Teve seu coração ferido,
tantas vezes e sem reclamar, até porque não poderia falar.
Oh, amantes da sujeira, este é o meu pedido,
estou clamando pela liberdade, pois ninguém pode me prender.
Sou livre, sou crescido, e a idade não me define, o meu
corpo não me define,
o meu cilindro não me define, nem sua pluralidade.
Sou quem sou, pois nasci sendo o que sou, e sigo essa
máxima,
tento todos os dias validá-la,
e fazer com que os esforços dos injustiçados não tenham sido
em vão.
Luto como posso, mas apenas quero viver como der,
ser feliz com quem quiser, onde quiser,
pois esse é meu direito e
meu dever.
Oh, amantes da sujeira, não se achem dignos
por serem tão intrometidos e acreditarem mesmo nas vossas
próprias verdades.
Neste mundo deprimente, vós sois os porcos e se alimentam de
lixo,
E somos nós os deprimidos,
Mas não seriam vós os dignos de pena?
Sim, por não conseguirem ver,
Que nascemos para viver e ser dessa forma intrínseca e
natural em nós.
Sim, somos intrínsecos, sabemos da nossa solidão,
e se partirmos, e se eu partir, oh, amantes da sujeira, não
me sigam
deixem-me ir explorar o horizonte, o mundo me é infinito, o
mundo brada o meu nome.
Sim, em meio às minhas dores, aprendi,
que há alguém esperando por mim, mesmo que até possa ainda
nem me conhecer.
Também te espero, querido ser misterioso, sei que estás em
algum lugar,
E nenhum amante da sujeira poderá me impedir de ir ao teu
encontro.
Sim, sou fraco, mas também sou forte,
E enquanto clama por mim a morte,
Também me espera a minha alegria,
e nela creio todo dia, nela me firmo para ficar de pé.
Porque sou livre e os passos são meus, meu rumo quem decide
sou eu,
E, vós, amantes da sujeira, nada poderão fazer para me
impedir de seguir em frente.
Não mais.
07 de Março de 2011
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