Acabo de ver a conexão, a perfeição da criatura
Pergunto-me agora: e depois?
Sinto o vazio, sinto a saudade,
sinto a necessidade da pessoa que amo.
Oh, reis da hipocrisia, que dizeis amar incondicionalmente,
Querereis mesmo o meu fim quando de tudo souberem?
Abandonar-me-eis?
Deixareis mesmo de amar quando “normal” já não mais eu o
for?
Não, não deixarei de ser normal!
Pois o que sou não é errado, apenas sou o que sempre fui,
Nunca há pecados no amor.
Eles eram cegos, nunca enxergaram, e ainda me perguntam se
realmente virei isto.
Não!Sempre o fui, pobres ignorantes, sempre fui quem sou.
Reis da hipocrisia, que dizeis amar-me incondicionalmente,
E quando as coisas forem postas sobre a mesa?
E quando eu olhar em vossos olhos e cuspir as verdades da
vida?
Pois sim, nunca fui capaz de amar-vos, vosso falso amor
criou o meu ódio.
E para os pobres ignorantes de boa intenção,
Tentarei educá-los, tentarei mostrá-los,
Pois eles têm futuro, eles têm chance, eles podem ser bons.
E vós, reis da hipocrisia, que dizeis amar
incondicionalmente
Quando preferíeis uma Afrodite já que estáveis destinados a
tal encargo,
Já que não tinha como, já que a criança tanto vos molestou
com irritações,
A criança que foi a única capaz de amar realmente
E talvez hoje, se soubesse, poderia se arrepender.
Mas dela não sinto remorso.
De vós nem pena tenho,
Se a morte vos vier receber, sorrio aliviado.
Pois fostes vós que transformastes Hércules em Aquiles,
Nada belo e um completo calcanhar da cabeça aos pés.
Eu, pois, digo-vos que nada mais importa vindo de vós para
mim,
Nunca tivestes a capacidade de ser algo perto de Tétis e
Peleu,
Sois pobres de espírito, sois consumidos pela cegueira da
falsa santidade,
E tudo isto estragou qualquer sentimento bom que deveria
despertar em mim.
Mas de vossa presença nunca sentirei falta,
Pois mais me vale a solidão eterna do que uma
incondicionalidade falsa,
cheia de críticas, conceitos prévios e errôneos e ódio.
A força, aos poucos, ressurge dentro de mim,
E de vossa ajuda nunca realmente precisei,
Apenas economizei energias.
Mas estou a ponto de cuspir todos os sapos,
E ai de vós neste momento.
Ai de vós!
09 de Março de 2011
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