Ora, olhe para meus pés
Estão cansados,
percorreram um caminho
longo até aqui.
Quatro milhas todo dia,
todo dia, agonia,
pernas bambas, tantas,
dores.
Paro de respirar,
meu coração acelera,
sufoco
Olhe para mim, meus olhos,
estão secos, lágrimas já se
foram,
morreram por terem ficado
tanto tempo presas.
Fim dos dias, pobres dias meus,
Fim dos tempos,
minha esperança morreu
de que um dia serias meu.
Meus poemas cheios de dor,
sem sentido, sem fim.
Solidão me persegue,
até que eu resolva parar.
Mas, céus,
por que ainda continuo?
17 de Outubro de 2010
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