Vozes que me tornaram mais forte
Quando escarraram o grito
de conselhos maldosos que matariam
o espírito antes fraco, anos passados.
Meu espírito, morto por uma morte maior, pior,
Une-se a mente madura e crescida
Em uma batalha de mortos-vivos.
Minha carne rígida, meu sangue fervente,
A mente abalada, porém. Recuperada.
Fortaleza digital, fortaleza imperial,
O que não esconde mais a verdadeira pobre formiga.
Formiga, nobre abelha rainha de
sua própria colméia criada.
Porque tudo que pode destruir mais
O espírito vazio, e tudo o que o destruiu
apenas foi e continua sendo o ser amado
e a solidão de estar sem ele.
As vozes vazias, invejosas, insignificantes, carentes,
Essas não causam mais mal
Para aqueles que tanto mal já absorveram em vida
E, depois de mortos, ainda estavam vivos,
Mesmo vivos para os olhos e mortos por dentro,
Com o coração partido e banhado em sangue.
O coração partido e banhado em sangue pelo ser amado,
Que o destrói com seu desprezo, ou ausência, ou
inexistência.
Ou o amor existe e o coração partido que não o quer,
Pelo sofrimento de amor novamente, platônico,
Não correspondido.
Mas o que importa para ele é ter conseguido
não ficar à mercê de um falso bandido,
um ser repugnante e inferior clamando por atenção.
Alergia a tragédias.
Cientista ou fanático que diz que há algo errado comigo
não me afeta, sei que não há.
E nem mesmo a ciência diz mais tal coisa absurda.
Sou eu, na minha particularidade, sem grupos,
Sem títulos, sem rótulos ou estereótipos,
ser original.
Não sou fruto da sociedade hipócrita e robótica
em que sou forçado a existir e viver.
Perdoe-me os gêmeos feitos, robôs perfeitos,
Apenas não sou como vós
E me orgulho muito disso.
15 de Abril de 2011
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