Olha a essência do dia, momento.
Perco-me no pensamento, na decisão.
Ouço as palavras antigas, passadas, sem sentido, pobres.
Difícil dizer e fazer coisa tão importante.
Vejo as linhas não próximas,
As linhas de alguém distante,
vejo que não vale a pena.
Minha hipocrisia pessoal,
coisa contra a qual sempre luto.
Dizer que não vale a pena
se deixar levar pelo sentimento
Sobre o que não vale a pena.
Tentar nas letras portuguesas expressar a história
invertida. Não há moça frágil.
Estou apenas eu, mas sim, sou frágil,
Mas sou forte, resisti às lutas, vencidas,
Batalhas contra a vida, da vida, pela vida.
O sentido se perde a cada dia e se recupera
outra vez. Vejo que nada do antes meu
é copiado para a visão atual.
Sou a criatura formada da amargura das filhas,
Filhas são dores, filhos piores, filhas amores, filhas
queridas,
Filhas da vida.
Sentindo na pele o sangue do derrotado, sou eu o carrasco
e o condenado.
Porque era um destino dito, escrito, previsto,
E as minhas esperanças morreram com o tempo,
Pois o que deveria ser meu nunca o foi,
E quando será?Será algum dia?
Terei tempo e paciência?Saberei esperar?
Nobres questões que esperam minhas conclusões,
Visões, e nada me garante, nada os garante,
Que estaria diante deles no dia.
São importantes, dignos da história,
Dignos da presença, dignos do amor,
Dignos da satisfação.
O resto, o bando dos sermões, o bando
da crítica. Todo o resto é resto.
E nada espero desses, que não se lembrem
De mim então.
Prefiro assim.
Viver apenas pelo que esperar por mim.
13 de Abril de 2011
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